Quinta-feira, 30 de Março de 2006

tectum expositio

esgueiro-me por entre as árvores do pomar até ao telhado e sento-me sobre a casa de banho por ser mais acessível e estável, favorecendo a camuflagem pela proximidade com a chaminé.

ainda que húmida, a aragem nocturna reabre os olhos para contemplar o largo horizonte sob as estrelas que, indiferentes, continuam a projectar seu brilho.

às escondidas, acendo o cigarro e apago-o de seguida por deixar de me apetecer.

espreguiço o corpo com a alegre sensação de liberdade e de comunhão com a natureza.

continuo, como na infância, a fugir para a noite e com ela ficar divertidamente enquanto o mundo deste lado dorme.

sorrio à socapa por jamais terem sido descobertas as escapadelas nocturnas para o telhado da casa. os comentários matinais culpam sempre os gatos e os ratos que pelas telhas se passeiam perseguindo-se.

aprecio os esconderijos e os silêncios. está-se em paz e fora do alcance dos vigilantes olhos que nos perseguem sem tréguas.

a solidão deve ser respeitada por ser espaço de reflexão ou de espansão; de concentração ou de dispersão. o recolhimento denuncia privacidade e exige respeito.

 

 

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