Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

do tempo

Apenas entranhas corroídas dos tempos - das esperas e das investidas;
mágoas cobertas de teias calcinadas; rasgos remendados com pedaços de vida por onde, perpassando aragens, gelam uma alma antes trepidante.

Outrora castelos frescos e alegres, de fadas e madrinhas benfazejas cintilavam varinhas estreladas de sorrisos e de amores.

O tétrico apossa-se dos interstícios caminhos onde a luz inovadora está impedida de penetrar; é sempre a mesma e velha candeia de sebo ancestral que continua a indicar caminhos corroídos pelas pegadas adensadas pelo peso e pelo tempo.

Desta tumba nada sai. Pelos seus poros, minúsculos orifícios, insidiam-se pedaços de vida que insuflam o calor necessário à aparência vital.

Hão-de morrer com o último suspiro. Hão-de partir livres como entraram, mesmo aparentando aprisionamento.

Entre um lado e o outro não chega a um passo.

Deste lado Dionisos e Apolo e do outro nada. Absolutamente nada, a não ser o decidir entre uma entropia em que se parece produzir e a entropia ipso factum.

É difícil decidir.
É difícil deixar.
É apenas difícil.

 

(18/04/2004)

eu sou dionisante às 19:37

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