Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

contigo

quando não estás preencho meu tempo vagando por espaços incertos.

estarás sempre aí e eu contigo.

não posso velar teu sono mas acompanho a tua solidão.

Estás só por opção. Eu por conivência.

ainda assim, estou contigo.

que mais queres? (sei que odeias a pergunta, mas é inevitável que a faça)

eu sou dionisante às 00:02

ah! | ditos | quero-te comigo
Domingo, 9 de Abril de 2006

quero-te

não quero que me cheires os perfumes ou a roupa; quero que me cheires e me sintas.

não quero lágrimas de solidão, quero-te comigo.

não te quero no amargor do silêncio de uma dor sofrida, quero-te numa vida partilhada.

não te quero perdido vagando sem rumo, quero a tua mão na minha, o teu corpo comigo em sintonia de vida.

dizes-me: não sabes o quanto eu gosto de ti; devolto-te a mensagem em sentido de partilha.

quero-te assim.

tá-se:
eu sou dionisante às 23:54

ah! | ditos | quero-te comigo

.....

não sei se daria a minha por ti, mas dou-ta quase toda.
tá-se:
eu sou dionisante às 22:09

ah! | ditos | quero-te comigo

anima

um amor com tamanho de lágrimas na sua infinitude contida em espaços exíguos soluça convulsivamente tentando rasgar liames claustrofóbicos de um invisível invólucro.


desenha sulcos na pele a dor agressivamente contida que perpassa nas arredondadas formas que brotam de pupilas habtitantes de um pulsar que deseja animar uma existência.



sabes tu o tamanho da saudade?



sabes tu a intensidade da dor da perda?



sabes tu onde se aloja a mágoa?

tá-se:
eu sou dionisante às 21:52

ah! | ditos | quero-te comigo
Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

homem das cavernas

Há tempos que penso nisso e concluo:

É usual apelidar de selvagens ou de pertencerem ao tempo das cavernas os indivíduos violentos e, frequentemente, associa-se a violência física e sexual ao estado selvagem ou pré-civilizacional.
Não posso corroborar tal tese.

Observando as relações entre os seres humanos de tribos que ainda vivem no equivalente ao designado período da pedra, constata-se um respeito entre os seres humanos inigualável, no seio da sua própria tribo. As guerras são tribais, entenda-se, intertribais e não intratribais.

As crianças e as mulheres, os anciãos e os doentes são respeitados, não violentados e as relações são construídas na base da cooperação e exemplificação das atitudes.

É, face a esta perspectiva, inviável aceitar o pressuposto de que o homem dito primitivo, por o ser, exercesse violência sobre os mais fracos ou desprotegidos. Nem tal parece presumível à luz dos princípios etiológicos observados, segundo os quais os mais desprotegidos ou indefesos são por isso mesmo os que mais carecem de atenção, ajuda ou protecção; por ordem decrescente de fragilidade são protegidos: mulheres, anciãos, doentes, crianças.

Basta de justificar a violência gratuita dos actos humanos com base na primitividade do estado evolutivo. É a incapacidade de se relacionar com os outros, de respeitar e aceitar as diferenças (incluindo as suas) que gera a violência e, por isso, tornam-se merecedores do castigo tribal: a exclusão da tribo, o que equivale à exclusão do convívio com qualquer ser humano normal. Quem não respeita não merece respeito.

E que não se insultem mais os homens das cavernas ou selvagens.

eu sou dionisante às 20:00

ah! | ditos | quero-te comigo

pois

Acabamos por acreditar que somos as palavras que dizemos.

 

eu sou dionisante às 19:53

ah! | ditos | quero-te comigo

seductio

Atrevo-me
Provoco-te
Reservas-te
Sorrio
Vejo-te. Prefiro observar-te.
Calo-me
Pronuncias-te
Correspondo. Comedida
Sem forçar mas esforçada
E contida sempre
Será assim, decido:
Comandarás
Disfarçada de obediente, conduzirei
Cada jogada decidida sobre o teu lance
Não me cansarei
Aguardarei o teu cansaço
Imagino teu pensar
Vejo-o próximo do meu
Lamento o não arrojar
Tem tempo
Tem todo o tempo
Tem todo o tempo do nosso mundo.

(abril 2004)

eu sou dionisante às 19:41

ah! | ditos | quero-te comigo

do tempo

Apenas entranhas corroídas dos tempos - das esperas e das investidas;
mágoas cobertas de teias calcinadas; rasgos remendados com pedaços de vida por onde, perpassando aragens, gelam uma alma antes trepidante.

Outrora castelos frescos e alegres, de fadas e madrinhas benfazejas cintilavam varinhas estreladas de sorrisos e de amores.

O tétrico apossa-se dos interstícios caminhos onde a luz inovadora está impedida de penetrar; é sempre a mesma e velha candeia de sebo ancestral que continua a indicar caminhos corroídos pelas pegadas adensadas pelo peso e pelo tempo.

Desta tumba nada sai. Pelos seus poros, minúsculos orifícios, insidiam-se pedaços de vida que insuflam o calor necessário à aparência vital.

Hão-de morrer com o último suspiro. Hão-de partir livres como entraram, mesmo aparentando aprisionamento.

Entre um lado e o outro não chega a um passo.

Deste lado Dionisos e Apolo e do outro nada. Absolutamente nada, a não ser o decidir entre uma entropia em que se parece produzir e a entropia ipso factum.

É difícil decidir.
É difícil deixar.
É apenas difícil.

 

(18/04/2004)

eu sou dionisante às 19:37

ah! | ditos | quero-te comigo

être

Mon corps t’embrasse
Mon âme te savoure
Mon désir te dévore
Je me consomme en toi
En me perdant je me gagne

Caresse mes bras
Mes épaules
Me parle par ta peau

Regarde mes yeux fermés
Devine mes larmes
Ouvre ces sens
Cherche mon mystère
Cherche-moi.
(1985)

eu sou dionisante às 19:35

ah! | ditos | quero-te comigo

oui, c'est moi

Mouvant ce corps entre mes ombres
Cherchant un reflet
Désirant le soleil et sa chaleur
Mon âme reste froide
En taisant mes cris silencieusement
En séchant mes larmes avec mes douleurs

Je cherche seulement une petite lumière
Pour faire sourire mon cœur
Un œil ami
Un sourire vrai
Seulement pour moi.

Utopie.

eu sou dionisante às 19:24

ah! | ditos | quero-te comigo

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